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Primeira norma da ABNT para comunidades sustentáveis é publicada

NBR ISO 37120:2017 estabelece indicadores para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
31/Março/2017

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aprovou e publicou a NBR ISO 37120:2017, considerada a primeira norma técnica para comunidades sustentáveis. Ao todo são 100 indicadores de sustentabilidade urbana que tratam dos aspectos ambiental, econômico, social e tecnológico, entre outros.

A NBR ISO 37120:2017 é uma tradução e adaptação para a língua portuguesa da norma ISO 37120:2014 "Sustainable Development of Communities - Indicators for City Services and Quality of Life". O trabalho foi feito pela Comissão de Estudo Especial 268 (CEE-268) - Cidades e Comunidades Sustentáveis, coordenada pelo professor Alex Abiko, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), e com secretaria da engenheira Iara Negreiros.

Ao iniciar a pesquisa, foram descobertos mais de 150 sistemas de medição de sustentabilidade de cidades, desenvolvidos e adotados em países como Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra e África do Sul. "[A ISO] foi selecionada porque é resultado da discussão e trabalho de uma entidade que reúne quase todos os países do mundo, o que dá muita credibilidade e torna a norma internacional. As outras normas que estudamos trazem elementos que são muito particulares das realidades locais, o que torna mais difícil implementá-las em contextos diferentes, enquanto a ISO sempre busca unir o melhor de todas as normas em uma só", explica Abiko.

O texto estabelece indicadores para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade. A fim de atingir o desenvolvimento sustentável, todo o sistema urbano necessita ser levado em consideração. Planejar para as necessidades futuras deve levar em conta o atual consumo e eficiência de recursos, para o melhor planejamento do amanhã.

Para o coordenador da CEE-268, a normativa vai ajudar os municípios, governos e o Ministério das Cidades a medir a sustentabilidade das cidades, mas sem estabelecer padrões. "Ou seja, a norma não fala se uma cidade é sustentável ou não, mas estabelece quais requisitos devem ser avaliados para se medir essa sustentabilidade. Por exemplo, a norma diz que o indicador "índice de mortalidade infantil" deve constar na medição da sustentabilidade de uma cidade, assim como a existência de favelas", justifica.

Além da Poli-USP, a criação da norma envolveu diversas instituições e órgãos públicos, tais como a Caixa Econômica Federal, Ministério das Cidades, Sabesp, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato da Habitação (Secovi), Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), Instituto de Engenharia, entre outras.

O CEE-268 agora trabalha no desenvolvimento de duas normas: Sistemas de Gestão para o Desenvolvimento Sustentável, cujos trabalhos já estão avançados, as de Cidades Inteligentes e as de Cidades Resilientes, em nível mais preliminar.

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A consulta dos profissionais ao site CONSTRUNORMAS não substitui, em hipótese alguma, o exame detalhado das normas técnicas vigentes junto à ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Pelo contrário, as interpretações e apontamentos reunidos no site visam facilitar e estimular o consumo frequente das informações integralmente contidas nos textos das normas, comercializadas nos canais autorizados pela ABNT (http://www.abnt.org.br/)